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25 de julho: resistir e relembrar!

Sobre o dia Internacional da mulher negra, latina-americana e caribenha


Nem sempre comemoramos essa data. No Brasil, por exemplo, só foi legalizada em 2014, onde se comemora o Dia Nacional de Tereza de Benguela. Tereza é um ícone de representatividade, força e garra para toda mulher negra!


Importante relembrar que ela foi a única mulher rainha de um quilombo do Quariterê, o que nos mostra que podemos e devemos ocupar todo e qualquer espaço que quisermos!


Estamos falando isso pois ainda, enquanto mulheres e negras, temos que nos provar duas vezes mais perante a sociedade, pois em diversos momentos de nossas vidas, somos colocadas no lugar da invisibilidade.


E nesse dia tão importante, vale ressaltar que hoje nós estamos aqui ocupando espaços de direito! Tereza nos mostra que existimos e seguimos através dela! Somos o que somos porque um dia ela esteve aqui. E resistimos e nos empoderamos porque antes de nós, ela nos puxou!


Criar uma nova realidade e análise sobre as mulheres negras foi essencial para entender a dinâmica do racismo e como ela se atrela às vivências. E quando falamos em empoderamento da mulher preta é sobre potencializar essas vidas: dar voz, ser vista, respeitada e ter os direitos básicos que todo ser humano precisa ter para viver e sobreviver!


Ser mulher preta é enaltecer e respeitar nossa ancestralidade que pulsa em cada pessoa preta. É poder acordar nossa potência adormecida e lembrar que se identificar enquanto pessoa preta não precisa passar só pelo processo de dor, mas pelo processo de cura de tudo que tentaram nos invalidar e embranquecer.


No dia 25 de Julho, comemora-se o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-americana e Caribenha. Data essa, mulheres de várias localidades se reuniram em Santo Domingo, na República Dominicana, para discutir sobre os sistemas de opressões que afetam e desassistem as mulheres negras.


Os encontros eram pautados na discussão sobre a comunidade feminina latino-americana e o sistema de exclusão e invisibilidade dessas mulheres. Dessa forma, recriaram novas formas de pensar na mulher em diversas áreas: sexualidade, violências, direito a política e direitos reprodutivos, por exemplo.


Na escola, aprendemos sobre alguns heróis E na sua maioria, senão todes, são homens e brancos, não é mesmo? Pouco se fala, dentro do sistema educacional, sobre pessoas pretas na posição de heróis. Entendemos, portanto, que no decorrer da história, a população preta é desassistida e excluída.


E o feminismo? Enquanto pensado somente como busca de direitos equitativos para as mulheres como se todas estivessem passando pelas mesmas conjunturas, mulheres negras tiveram a necessidade de criar uma outra narrativa feminista, juntamente pelas subjetividades raciais que as cercam.


Enquanto mulheres brancas reivindicavam seus direitos por trabalho/voto e equiparação salarial, mulheres negras já estavam há muito tempo no mercado de trabalho e sem direito a remuneração. Elas lutavam para sobreviver.


Vamos relembrar algumas heroínas negras? Deixamos algumas referências pra vocês: Tereza de Benguela , Sueli Carneiro, Marielle Franco, Carolina Maria de Jesus, Bell Hooks, Lelia Gonçalves, Conceição Evaristo.


Presente!

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