LGBTQIA+fobia Insitucional na Saúde

Já falamos em algumas matérias e postagens sobre a dificuldade de acessar materiais sobre raça, gênero e diversidade no ambiente formador (mais precisamente no ensino superior). A falta de acesso à conteúdos que falem sobre diversidade, além de manter diversos preconceitos, criam profissionais que reproduzem violência e são despreparades para atender a diversidade de indivíduos.


Iremos falar somente sobre a área da saúde, utilizando como base o livro "Saúde lgbtqia+: Práticas de cuidado transdisciplinar " , lançado nesse ano de 2021.


A LGBTQIA+ fobia Institucional é qualquer violação de direitos humanos, seja ela intencional ou não, em que a pessoa se sinta diminuide, violade, ofendide, assustade. Isso também vale para atitudes que façam a pessoa não querer frequentar locais por medo de vivenciar, mais uma vez, violência.



A LGBTQIA+fobia barra o acesso ao indivíduo. E ela está presente quando uma mulher lésbica não consegue realizar um exame por ser considerada "virgem", quando uma mulher trans é chamada no masculino, quando um homem trans é desrespeitado dentro de um consultório. Há inúmeros relatos, e conforme os recortes sociais e raciais, a violência pode ser maior.


Violência essa que é enfatizada pelos professores universitários, em forma de "piadas" LGBTQIA+ fóbicas. No livro citado acima, há um relato de um estudante de medicina, em que ouvia durante sua formação que "viado não poderia fazer urologia" e que "por ser afeminado, deveria se conter na enfermaria".


Aonde podemos ir, se não somos aceites em lugar algum? Essa postagem é para todes que trabalham na área da saúde: se informem! Leiam livros sobre diversidade, aprendam com as pessoas sobre respeito!


É necessário unir forças e denunciar quando essas violências acontecerem. É necessário encontrar lugares em que você possa ser acolhide de forma digna.


Que possamos ser uma rede de apoio: por aqui, continuamos lutando por uma psicologia democrática, olhando com muito respeito e estudo sobre gênero, raça, orientação sexual e classe social!




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