Uns chamam de conselho: eu chamo de Rap.

Atualizado: Nov 10

Enquanto a TV me dizia que bastava sonhar, o RAP me disse que a vida era um desafio. E era ele quem estava certo.


Toda criança tem uma energia imensa para explorar o mundo. Procurar, conhecer, aprender. Na adolescência esse ímpeto se mantém, mas de uma maneira diferente, a procura é por si mesmo no mundo. Quem sou eu? Do que eu gosto? Pelo que eu vivo? E é para, de alguma forma, responder perguntas como essas que o jovem se distancia de tudo que é familiar para se encontrar em algum lugar, grupo, figura, algo ou alguém que lhe mostre ou lhe diga quem ele/ela é ou quem ela/ele pode ser.


O jovem preto encontra mais dificuldades nesse percurso, quando o racismo estrutural impede que muitas pessoas como ele ocupem lugares de destaques na sociedade, e o fato dele não enxergar sua figura representada nos lugares em que se quer chegar é um veneno para o sonho, veneno este que se torna muito mais tóxico quando se trata de uma mulher e/ou pessoa lgbtqia+.



E tanto tempo tendo sonhos envenenados fez com que criássemos nossos próprios antídotos, e um deles é o hip hop. Um movimento que vem das quebradas e diz para quem é da quebrada quem ele pode ser, uma injeção de autoestima, mensagem de luta e esperança. Na música Lição de casa do grupo Inquérito é descrito como “Uma chave, um escudo, uma espada, uma lâmpada, um colete, uma estada, uma bússola, um despertados”


Seus 4 elementos (poesia, música, grafite e dança) integram corpo e alma, sua batida seca e seus mensagem áspera encoraja a quem tem que encorajar, denuncia a quem tem que denunciar, informa a quem tem que informar, dói em quem tem que doer e salva a quem tem que salvar quando se está à beira(ou no fundo) do abismo social mesmo antes de saber que abismo é esse. Impossível ouvir algumas letras o continua com o mesmo nível consciência social, e é aí, na consciência, que está a força salvadora do movimento, pois como diz o Renan do grupo Inquérito: “quando uma palavra salva um moleque uns chamam de conselho, eu chamo de Rap”.


Dina Di, Carolina de Jesus, Jorge Ben Bezerra da Silva e Mussum, foram Rap também E quando uma palavra salva um moleque Uns chamam de conselho, eu chamo de RAP.


#Descriçãodaimagem : O fundo da imagem é branco com paredes de tijolos na cor laranja. Na lateral superior esquerda, há uma forma orgânica em formato circular com folhas nas cores laranja e azul. Na parte superior e ao centro da imagem, está o nome do autor do texto: Marcos Lacerda. Na lateral superior direta, está posicionada uma forma orgânica na cor marrom. Centralizado na imagem e justificado à esquerda, está o título da postagem: Uns chamam de conselho, eu chamo de rap.


Abaixo do texto, está uma ilustração de uma pessoa grafitando essa pessoa usa calça na cor roxa, blusa de frio nas cores verde e roxo e está grafitando um Baobá na cor marrom


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