Pandemia e seus efeitos


E como estamos depois de dois anos?


Aprendemos, forçados, a conviver de forma online. Quem não pode ficar em casa, se acostumou com a exposição nos dois mundos. As demandas aumentaram, as formas de convivência mudaram. E o que estamos vendo nessa volta ao presencial?


Voltando gradualmente aos espaços de convívio social, vemos um grande abismo entre quem está formando sua identidade entre aulas híbridas e a privação de espaços. Os resultados de uma pandemia, para além de todos os lutos, estamos vendo agora entre matérias de jornais e sessões de psicoterapia: as escolas estão violentas. A exposição ao presencial da forma que nos foram ensinades durante uma vida inteira não se faz um ambiente seguro para que os sentimentos e faltas apareçam de forma natural.


Sim, a falta!


A falta de convívio, falta de socialização. Falta de contato físico, falta de amigues presenciais. A falta de um estudo sem cola na internet, a falta de ume professore chamando a atenção em uma sala de aula. As crises de pânico, ansiedade, violências e autoviolência apareceram de forma latente nos jornais nas últimas semanas.


Essa volta a um coletivo nos mostrou o quanto o "novo normal" é cansativo. E não estamos aqui para dar dicas infalíveis de como prevenir uma crise de ansiedade coletiva, ou como fazer para que um grupo de alunes não se automutilem.


Mas é necessário se pensar: com tanta exposição dentro e fora das telas, o que precisamos alterar para que possa ser feito de forma saudável? Sentimentos, sensações, habilidades sociais que foram se perdendo ao longo do tempo?


Como conseguimos nos conectar com pessoas do mundo inteiro enquanto não conseguimos sustentar um contato visual presencialmente? Precisamos olhar essa volta não como um "quase algo que vivemos".


Mas sim como os inícios que estamos tendo.


#pandemia #saudemental #ansiedade #cantobaoba #saudeintegral #novonormal


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